Poemas de toda a vida


Sinopse:

Ao ler os poemas de Sérgio Paolozzi imaginamos que ele escreveu seus poemas como quem respira diferente e o ar não lhe preenche os pulmões. Entra pela alma. Talvez, nem isso, mas decerto ele os escreveu após afagar um cão ou um gato, enquanto a esperada chuva se eternizava ao ser servida com bolinhos de bananas; ou então seus graciosos poemas nasceram enquanto o filósofo aguardava a chegada do poeta, numa estação de trem toda embrumada, onde a luz tímida teimava em tirar mofos das paredes.
Ah! Dirão os mais sinceros, sensíveis fugitivos das ilhas: os poemas do Sérgio foram escritos quando o noroeste penetrava a maresia e todos os cheiros espalhavam-se pelos jardins das praias de Santos. Tudo era tão forte, tão violento, que só se podia fazer poesia. Talvez, essa imagem sinestésica possa ajudar o leitor, se não vier a confundi-lo.
Isso porque dentro do Sérgio, moram mais de sete bilhões de seres humanos e com eles, e antes deles, todos os animais, as florestas, os mares, as terras, o sol, a lua e todos os deuses que nos protegem ou mesmo as semideusas que nos fortalecem: Afrodite, Minerva, e a nossa, Iara.
Sérgio suspira vida, humanidade e lirismo. Como todo o poeta ele é vário e todo desencontro. Às vezes só, único, simples e belo na sempiterna busca da palavra.
Sem dúvida nenhuma, Sérgio Paolozzi vem abrilhantar o catálogo da Editora Nhambiquara por tecer com suas palavras poesias tão belas, imagens tão fortes e fazer valer o que hoje é parte de nossa missão: trazer ao público as mais diversas "falas inteligentes de gente boa*".

* Nhambiquara (tupi-guarani): fala inteligente de gente boa.



 

 

 

 

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